Quinta-feira, 22.04.10

A Fundação INATEL foi a única instituição portuguesa que participou no estudo de preparação para o lançamento do programa CALYPSO, da responsabilidade da União Europeia e que pretende financiar parte das viagens de turismo das pessoas com mais de 65 anos de idade que disponham de poucos recursos.

O programa deve entrar em vigor até 2013 e a Fundação INATEL foi a única instituição a nível nacional que integrou o referido estudo devido à experiência que já possui no segmento do turismo sénior.

Conforme explica a Fundação INATEL em nota informativa, os seus programas de turismo dedicados a este segmento movimentam cerca de 70 mil pessoas, além de que a Fundação INATEL possui também uma vasta experiência no intercâmbio de turistas e nível europeu, tendo começado a apostar neste tipo de programas em 1995, em parceria com a sua congénere espanhola Imserso.

O programa de União Europeia conta com o apoio da Fundação INATEL até pelo retorno que este tipo de iniciativas costumam apresentar, tal como ficou demonstrado por um estudo recente da Universidade de Aveiro que avaliou os programas da fundação, assegurando que eles garantem mil postos de trabalho e permitem um retorno de três euros por cada euro investido pelo governo.

Deste modo, a Fundação INATEL defende que estes programas são “muito importantes para o desenvolvimento da economia das regiões, o que é de sublinhar no período em que vivemos”, considera a instituição.

Notícia, I.M. (Turisver)


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Segunda-feira, 19.04.10

Em Portugal, como na União Europeia, ser turista vai passar a ser um direito. Idosos com mais de 65 anos, pensionistas, jovens entre os 18 e 25 anos, famílias com "dificuldades sociais, financeiras ou pessoais" e portadores de deficiência, todos poderão vir a beneficiar de férias com um subsídio da Comissão Europeia, que pode cobrir até 30% das despesas.

A expansão do turismo social, proposta pelo comissário europeu da Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, será posta prática até 2013 e conta com o apoio do governo de José Sócrates.

"Apoiamos esta ideia até porque constitui uma medida que permite democratizar o acesso a férias e combater a sazonalidade no turismo", explicou ao jornal i Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo. "A execução será feita em articulação com o programa da Comissão Europeia", acrescenta. Fonte oficial do Ministério da Economia confirma ainda que as medidas avançarão até 2013. A forma de execução e financiamento, assim como o impacto orçamental deste programa - sensível num momento em que o governo prepara cortes nas prestações sociais para corrigir o défice orçamental - estão por conhecer.

A ideia foi avançada numa conferência ministerial que decorreu em Madrid na semana passada. O comissário Antonio Tajani explicou que o objectivo é promover o orgulho na cultura europeia."Viajar hoje em dia é um direito. O modo com passámos as nossas férias é um formidável indicador da nossa qualidade de vida", disse. Tão ou mais importante é incentivar que os europeus do Norte conheçam as ofertas culturais do Sul e vice-versa nas épocas baixas, aproveitando a disponibilidade das faixas etárias abrangidas.

Mais Turistas "São medidas estimulantes para os países europeus", concorda António Trindade, empresário do sector turístico. "É um factor fundamental para os operadores turísticos equilibrarem os picos de turismo e preços médios" nas diversas épocas sazonais, nota o actual presidente do grupo Porto Bay Hotéis e Resorts. As faixas etárias abrangidas pelo subsídio europeu "não têm uma época especial para viajar" e, por isso, a medida vai distribuir consumidores ao longo do ano. Além disso, vai lançar mais turistas para as estradas europeias ao "atribuir uma ajuda a pessoas que, em condições normais, não têm dinheiro para fazer férias", considera. Para Portugal, "a grande vantagem é poder produzir e vender no próprio país" - e ainda fazer frente à concorrência da Turquia e do Egipto, que têm vindo a ganhar terreno como grandes destinos do Mediterrâneo.

A expectativa é, por isso, de que a despesa social poderá ser recuperada, gerando mais valias para o turismo, sector que emprega cerca de um quinto da população activa portuguesa e vale 14% do Produto Interno Bruto. Esse é de resto o cálculo que Espanha, país que lançou um programa piloto de turismo sénior - a despesa de 11 milhões de euros, mas por cada euro gasto os espanhóis estimam 1,6 euros de receita, cita o jornal britânico "The Sunday Times".

Em Portugal, o turismo sénior apoiado também já é uma realidade com bons resultados, aponta Vítor Ramalho, presidente do Inatel, instituição que mobiliza 80 mil pessoas por ano em viagens. "Esta actividade, que em Portugal e Espanha serviu de base para o lançamento deste programa europeu, criou mil postos de trabalho e por cada euro gasto gera três euros de receita", explica Vítor Ramalho. Desde 2001, cerca de 530 mil portugueses já beneficiaram de programas de turismo sénior através de 750 hotéis e 4400 agências de viagens envolvidas.

No que toca ao turismo sénior, Portugal fica atrás dos franceses, dos espanhóis e escandinavos que apostam forte neste segmento turístico. Em Portugal, "não há cultura vacacional como nos municípios espanhóis, que são grandes organizadores de férias sociais", confirma António Trindade.

Informação "i online"



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Segunda-feira, 22.02.10

Abriram hoje as inscrições para a edição deste ano do Programa Turismo Sénior do INATEL, este ano alargado a 35 mil lugares disponíveis nesta primeira fase, até 3 de Março.

Na programação do INATEL para este ano a animação e os eventos dominam, incluindo-se as comemorações do centenário da implantação da República portuguesa. Juntam-se cinco rotas temáticas: Rota dos Musicais nos Casinos; Rota dos Teatros; Rota das Aldeias Históricas; Rota da Dança; e Rota do Mar.
Os valores a pagar por participante estão entre os 65 e os 298 euros, de acordo com o escalão de rendimentos. O Turismo Sénior do INATEL é uma iniciativa conjunta dos Ministérios das Finanças e da Administração Pública, da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento e do Trabalho e da Solidariedade Social.
Mais informações aqui (INATEL).


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Terça-feira, 06.10.09

V Fórum Europeu de Turismo Social

O BITS (Bureau International du Tourisme Social) organiza a V edição do Fórum Europeu de Turismo Social. Nesta edição junta-se ao BITS a Comissão Europeia como financiadora e co-organizadora.
O Governo de Espanha através SEGITTUR, prepara este evento, que decorre nos próximos dias 15, 16 e 17 de Outubro, juntamente com a região da Andaluzia.
A crise económica também afectou o turismo, por isso, foi escolhido como tema principal do fórum, para analisar os seus impactos e as oportunidades para o presente e para o futuro, o turismo social. Um evento plural que vai analisar a situação actual e futura do turismo social em todos os seus aspectos e em todos os seus grupos: idosos, jovens, deficientes e famílias.
2009 é também um ano de importância social especial para o turismo, graças à aplicação da acção preparatória da Comissão Europeia, Calypso. O Fórum pretende ser um fórum aberto no qual os diferentes grupos, que abrangem os temas de interesse, compartilhem experiências e troquem visões de futuro para o avanço e desenvolvimento do turismo social.
Fonte: SEGITTUR

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publicado por Carlos Palmeiro às 22:56 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Quinta-feira, 03.09.09

Carlos Palmeiro

A sociedade de hoje, preocupada tanto com o lazer como com o trabalho, herda do passado hábitos de usufruto dos tempos livres relacionados com a busca de maior qualidade de vida. Neste contexto de procura de condições de vida diferentes, através do lazer, destacam-se duas modalidades de turismo, um turismo de características elitistas e um turismo de carácter social. O turismo elitista diferencia socialmente, o turismo social tende a uniformizar, tornando acessível o que antes era sinal de distinção, provocando uma igualização social. Na base de ambas as modalidades de turismo encontramos um dos factores potenciadores da actividade turística, o património.
Relacionado intrinsecamente com o património, e com a sua recuperação e valorização, encontramos o poder local. O património e o encanto que ele produz inserem-se na tendência muito actual que consiste no interesse sentido pelas pessoas pelo seu passado, pela história e pela tradição. O património, enquanto elemento, é importante na promoção dos territórios, atraindo visitantes e gerando receitas para as comunidades locais. O turismo quando procura explorar de forma sustentável os recursos endógenos, torna-se, de imediato, um importante agente de desenvolvimento ao serviço dos que “conduzem” o destino dos territórios. Compete assim aos poderes públicos promover e reabilitar o património enquanto espaço de turismo. O turismo, neste contexto, desempenha uma função relevante como manifestação cultural que procura a concretização do desejo de evasão e de atenuação dos constrangimentos da vida quotidiana, ainda que de forma transitória e efémera.
O turismo social procura proporcionar um encontro com o universo cultural, sendo esse também um dos desejos que as autarquias procuram concretizar junto das suas populações. Diverso deve ser o papel das autarquias no desenvolvimento do turismo social. O poder local é um importante agente dinamizador das actividades turísticas, não pode no entanto confundir-se o seu papel com os dos demais operadores, nomeadamente aqueles cujos fins são lucrativos. O poder local deve compreender a função de evasão que possui o turismo devendo representar um papel importante na sua promoção. Uma outra preocupação a que o poder local deve procurar dar resposta, no que diz respeito ao turismo social, deve consistir em tornar acessível às suas populações residentes o património próprio. Este objectivo poderá realizar-se através de visitas culturais diversas. Os poderes locais devem contribuir para que o turismo seja, cada vez mais, uma prática democrática.
O turismo pelas autarquias promovido não pode contentar-se com a mera encenação externa, tem que promover a autenticidade dos ambientes turísticos.
O turismo social serve a democracia e a cidadania, alargando os direitos culturais. O exercício de tais direitos educa para a aceitação da diferença e para o encontro com o universal. A mobilidade das pessoas coloca-as em contacto com outras expressões culturais e outros modos de vida, dando à cidadania uma dimensão mais aberta.
O turismo desempenha assim diversas funções, promove a fuga ao quotidiano, possibilita a busca do diferente, proporciona o encontro com outros ambientes, estilos de vida e universos culturais, a sua prática, accionada pelos poderes locais, serve o desenvolvimento da sociedade, alargando o espaço da cidadania. Há, pois, que inserir o turismo social no direito à cultura. O turismo não pode ser visto apenas do ponto de vista económico.
O Turismo Social encontra uma das suas principais justificações no direito à cultura, como exigência de cidadania nas sociedades democráticas. Todas as camadas sociais têm direito a um nível de existência e uma qualidade de vida compatíveis com a sua dignidade de seres humanos. Quaisquer que sejam as camadas sociais em causa o turismo deverá ser posto ao serviço de uma pedagogia para a cidadania, detonador de outros dinamismos e de outros movimentos.

 

Artigo de opinião publicado na edição de Maio de 2009 do O Jornal de Coruche

 


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publicado por Carlos Palmeiro às 21:38 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Naturgift, by the nature… ecoturismo, turismo de natureza e turismo de aventura (Naturgift Agência de Animação Turística, brevemente em www.naturgift.pt / www.naturgift.com):

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