Segunda-feira, 01.03.10

Madeira

Leia um artigo do blogue Fugas (Jornal Público) sobre este tema.

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publicado por Carlos Palmeiro às 08:02 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Os proveitos do turismo na Madeira diminuíram 14 por cento no ano passado face a 2008, descendo 41 milhões de euros para os 255 milhões, de acordo com os dados do Turismo de Portugal. A Madeira é a terceira região portuguesa que recebe mais turistas, a seguir a Lisboa, que facturou 519 milhões no ano passado, e ao Algarve, que recebeu 499 milhões de euros por dormidas nos estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos e apartamentos turísticos.

De acordo com os dados sobre o turismo na Madeira durante o ano passado, o Reino Unido, com 190 mil hóspedes, é o país que mais passageiros envia para esta região autónoma, seguido da Alemanha, com 182 mil, e a França, com 88 mil. Comparando com o ano anterior, nota-se que o número de turistas britânicos está a diminuir, tendo caído 33 por cento no ano passado. O número de turistas alemães e franceses também caiu, mas menos (9 e 1,8 por cento, respectivamente).
Em termos de quota de mercado, estes três países são responsáveis por quase 60 por cento do total de turistas que pernoitam na região autónoma que foi, na semana passada, atingida pelo mau tempo que fez pelo menos 42 mortos e vários desaparecidos.
Informação “i online

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publicado por Carlos Palmeiro às 07:27 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Sábado, 27.02.10


publicado por Carlos Palmeiro às 21:47 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Sábado, 21.11.09

Devo confessar que antes de visitar a Madeira era um céptico das suas qualidades enquanto território turístico, preconceito que fui alimentando com base numa certa ideia de destino de massa por onde se passeavam alemães, ingleses e franceses sedentos de boa gastronomia, bons hotéis, boa qualidade de atendimento, temperaturas amenas e muito sol a preços relativamente baixos, situação que existindo não é, de forma nenhuma, a marca turística daquela ilha, bem pelo contrário, a Madeira é hoje um destino turístico de excelência em termos mundiais. Na realidade nunca tinha despendido o tempo necessário a informar-me mais concretamente sobre as características endógenas daquele arquipélago, apesar de estar perante um caso de estudo, e de sucesso, no que se refere ao turismo português. Talvez ao meu preconceito se devê-se aplicar o ditado popular que "reza" que a “galinha da vizinha é melhor que a minha”.

 

 
Vista sobre o Funchal a partir da estação de teleférico do Jardim Botânico
Depois de visitar a Madeira, e apenas a Madeira, deixando de fora a Ilha de Porto Santo e as inabitadas Ilhas Selvagens e Desertas, nada mais me restou senão render-me às impressionantes qualidades da ilha. A Madeira surpreendeu-me muito, principalmente os sítios menos procurados pelas hordas de turistas – que também as há a chegar, em cada dia, à Madeira –, que é o mesmo que dizer a face norte e o “miolo” da ilha, que me arrebataram e me conduziram à superação das expectativas negativistas que irracionalmente alimentava. É sabido que o desejo de qualquer destino turístico é conseguir criar condições de superação das expectativas do visitante, esta superação garante publicidade gratuita sobre o destino, consumada precisamente pelo arrebatado turista que vai transmitir uma mensagem positiva, ou muito positiva, sobre o que viu e o que sentiu influenciando potenciais interessados no destino. Cumpro aqui esse papel, como se de uma dívida para com aquela ilha se tratasse. Deixei-me encantar pela ilha encantada e é com prazer que a recomendo.
A grande vantagem da Madeira, e que nos permite com maior facilidade dela usufruir, especialmente aos portugueses continentais por afinidade, é a curta viagem de avião para lá chegar – para os mais incrédulos sobre as virtudes da aviação também há solução, os navios de cruzeiro que ligam Portimão ao Funchal, e vice-versa, em cerca de 24 horas, opção mais demorada e dispendiosa –, viagens de avião que se tornaram desde à um ano substancialmente mais económicas com a entrada no mercado da Easyjet, uma companhia aérea low cost britânica – que pratica um conceito de viagem a baixo custo na qual o passageiro abdica de comodidades a bordo, não da segurança de voo, em detrimento de uma melhor tarifa – que veio romper a hegemonia monopolista das companhias portuguesas Sata e TAP que aliadas, como se fossem apenas uma, impunham preços bastante elevados, afastando os menos endinheirados e tornando o destino relativamente elitista. A entrada da companhia britânica na rota Lisboa-Funchal-Lisboa veio introduzir verdadeiramente o factor concorrencial e tornar transparente o mercado, conduzindo à diminuição média das tarifas em cerca de 75%. Hoje voamos para a Madeira, seja na TAP, na Sata ou na Easyjet por 60,00€ - com reserva antecipada – ida-e-volta, à um ano tínhamos que desembolsar 250,00€.
Para além dos “pormenores” que refiro, misturados com algumas dicas, sobre a Madeira muito há a contar, é fácil escrever sobre ela, tantos que são os motivos de interesse. Convido-o então a realizar uma pequena visita guiada, a visita possível, por alguns dos aspectos mais marcantes, e que mais me marcaram, da ilha da Madeira.
 
Cabo Girão, o mais alto promontório da Europa
O arquipélago da Madeira encontra-se situado no oceano Atlântico, distando 500 km’s da costa africana e 1000 km’s do continente europeu, ou seja a cerca de uma hora e meia de voo a partir da cidade de Lisboa.
A paisagem da ilha, caracterizada por densas e verdejantes montanhas, o clima ameno ao longo de todo o ano, a hospitalidade – a boa maneira de receber dos madeirenses marca e deixa saudades –, a tranquilidade e a segurança são alguns dos atributos que a Madeira oferece, com grande nível e qualidade.
Apesar de representar uma área pequena, a Madeira é extraordinariamente rica em cenários de rara beleza, com “recantos e encantos” de um verdadeiro jardim flutuante. E acredite, a ilha é mesmo, toda ela, um jardim, com ambientes onde se respiram as mais diversas e agradáveis fragrâncias, humanas, sociais e florais.
A Madeira apresenta as suas localidades divididas pelo Funchal, a capital de todo o arquipélago, o Caniço, a Costa Leste – Santa Cruz e Machico –, a Costa Oeste – Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta –, a Costa Norte – Porto Moniz, São Vicente e Santana – e o Porto Santo. Em direcção a oeste, saindo do Funchal, encontra a cidade de Câmara de Lobos e o Cabo Girão, o mais alto promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo com cerca de 580m. Ainda no concelho de Câmara de Lobos encontrará a freguesia do Curral das Freiras, situada num vale profundo é aqui se encontram algumas das mais impressionantes paisagens da ilha, declives vertiginosos sucedem-se, alguns com mais de 500m de altura, como é o caso do miradouro da Eira do Serrado. As extravagantes realizações da natureza neste vale remetem-nos, pelo relevo alucinante e pela vegetação respigada, para um cenário imaginário onde os impactos, e impactes, da presença do homem ainda não se vislumbravam.
Continuando para oeste encontramos a vila da Ribeira Brava, a partir daqui é obrigatório subir até à Encumeada, num percurso recheado de miradouros que permitem a contemplação dos cumes montanhosos circundantes. Outra opção a partir da Ribeira Brava é seguir em direcção às solarengas Ponta do Sol e Calheta, duas zonas que se destacam por oferecer boas condições balneares que convidam, de inverno ou de verão, a banhos – a temperatura média anual do oceano que banha a Madeira ronda os 20º C. Ao lado, nas pitorescas vilas de Jardim e do Paul do Mar, encontramos as melhores ondas da Europa para Surfar.
Paisagem montanhosa no centro da ilha da Madeira
Rumando ao centro da ilha, em direcção ao Paul da Serra, encontramos o maior planalto da Madeira, sítio ideal para uma pausa contemplativa com vista sobre as encostas norte e sul da ilha. Descendo rumo ao Porto Moniz encontramos as piscinas naturais da localidade, formadas naturalmente por restos de lava que escorreram para o Atlântico.
Vista sobre a vila de Porto Moniz
A viagem pela costa norte da ilha é das mais impressionantes que poderá realizar junto ao mar em território português. É um traçado verdadeiramente fascinante e completamente diferente da viagem pela costa sul e oeste. Neste percurso, se puder, fuja aos quilómetros de túneis recém-construídos – nem sempre é fácil ou permitido – que, embora facilitadores do quotidiano dos insulares, evitam ao turista “com tempo” algumas das mais belas vistas que se podem ter desta costa selvagem, bem diferente da “outra face”, bem mais calma. De Porto Moniz segue-se rumo a São Vicente por uma estrada salpicada de quedas de água, ladeada por uma exuberante floresta nativa de um lado e de um majestoso azul cristalino das águas do mar do outro. Em São Vicente vale a pena visitar as ruelas da simpática vila e visitar os seus núcleos museológicos. Seguindo em frente, junto ao mar, encontramos Santana, antes de lá chegar é obrigatório ir parando nos pequenos miradouros ao longo do percurso. Em Santana visite as casas típicas ou o parque temático, não guarde no entanto muitas expectativas em relação às casas típicas, é que já não há muitas e o impacto visual causado pelas montanhas é bem maior. A zona das Queimadas, junto a Santana constitui o local de partida para belíssimos passeios a pé, como do Caldeirão Verde.
Casas típicas em Santana
De Santana, descendo para o Faial, surpreende, de novo, a paisagem. Montanhas imponentes e belas repetem-se. A partir do Faial são duas as principais opções a tomar, seguir para Machico ou flectir para o interior da ilha seguindo uma rota pelas localidades do Ribeiro Frio, Poiso e Pico do Areeiro, o terceiro ponto mais alto da ilha com 1818m, nele se encontram “belas formações rochosas que se projectam no céu como estátuas sem tempo”. A rota para Machico “obriga” a uma extensão da visita ao Caniçal e à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental da ilha.
Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental da ilha da Madeira
A natureza da Madeira é um dos seus maiores atractivos turísticos, uma luxuriante e variada vegetação, parte dela endémica ou exclusiva da Macaronésia – nome moderno que designa um conjunto de ilhas do Atlântico Norte, perto da Europa e da África, nomeadamente os arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde –, que apresenta uma combinação de características tropicais com mediterrâneas, originando um manto vegetal sui generis. É neste contexto natural que ocorre a Floresta Laurissilva, declarada património da humanidade pela UNESCO, que ocupa cerca de 20% da área da ilha da Madeira.
A Madeira é também conhecida pelas harmoniosas formas e contrastes proporcionados pelas inúmeras plantas exóticas oriundas de quase todos os continentes e que se encontram por muitos jardins, grandes e pequenos, da ilha. Devido às excepcionais condições climáticas da ilha podem, ao longo de todo o ano, e em ambiente natural, florescer várias espécies florais que podem ser admiradas. São os casos das orquídeas, as estrelícias, os antúrios, as magnólias, as azáleas, as proteias entre muitas outras.
Esta crónica, ou guia de sugestões, como queira chamar-lhe, ficaria certamente incompleto sem menção à gastronomia madeirense. Na Madeira encontrará uma gastronomia típica regional à base de produtos alimentares de grande qualidade – a gastronomia é, de facto, inesquecível –, são disso exemplo os pratos à base de lapas, polvo, camarão, bife de atum ou filetes de espada, a espetada de carne de vaca assada em espeto de pau de louro, acompanhada pelo bolo do caco, o bolo de mel e os rebuçados de funcho.
A visita a esta “ilha de beleza invulgar” possibilita muitas outras opções para além daquelas aqui descritas, refiro-me, por exemplo, aos passeios a pé pelas “levadas” – as levadas são um engenhoso e admirável sistema de irrigação construído no passado para transportar a água das nascentes no cimo das serras para zonas com menos água –, as opções de saúde e bem-estar que podem ser encontradas em inúmeros locais da ilha – são exemplos a talassoterapia, a hidromassagem, os banhos turcos, as massagem, os centros de estética, entre outros –, enfim, as atracções são muitas, aventure-se de espírito aberto – estado de alma que não é difícil atingir na Madeira.
 
Viajar para a Madeira é hoje mais simples e mais económico do que era no passado. Hoje a principal dica que se pode dar ao potencial viajante é a recomendação de poupança de dinheiro na viagem de avião, no aluguer de carro e no alojamento, para que possa gastar um pouco mais nas atracções que a ilha oferece, desde as visitas aos inúmeros locais de interesse à experimentação da excelente gastronomia. Pessoalmente recomendo que viaje sem o espartilho que as viagens organizadas, comercializadas pelos operadores turísticos, implicam, reserve você mesmo pela internet – peça ajuda se não estiver familiarizado com este meio –, junte um grupo de amigos e aventure-se “com liberdade” e com tempo pela Madeira, a ilha é um sítio ideal para este estilo de viagem, estamos em Portugal.
Reserve o seu voo directamente no sítio na internet da companhia área que preferir (Tap – www.tap.pt, Sata – www.sata.pt ou Easyjet – www.easyjet.com), faça-o com cerca de 3 meses de antecedência, usufruirá assim da melhor tarifa disponível. Em simultâneo com a reserva do voo reserve o aluguer de uma viatura, reservando em conjunto, voo e carro alugado, usufrui de tarifas mais reduzidas de aluguer. Se for adverso às viagens de avião, escolha viajar por mar com a única operadora que realiza a ligação à Madeira, a espanhola Naviera Armas (www.navieraarmas.com), com ligação ao Funchal a partir de Portimão, com esta opção leve o seu próprio carro. Para reserva de alojamento recomendo que o faça também através da internet através do Booking (www.booking.com), reserve em regime de alojamento e pequeno-almoço e liberte-se dos horários fixos de outros regimes (meia-pensão e pensão-completa), com o dinheiro que poupa experimente em cada dia novos espaços e novas gastronomias.

 



publicado por Carlos Palmeiro às 20:28 | ligação ao artigo / link to the article | comentar / comment | partilhar / share

Sexta-feira, 02.10.09

O aumento do peso do mercado português no turismo madeirense não foi suficiente para combater a forte retracção dos mercados britânico e alemão. Entre Janeiro e Junho, a actividade turística na Região Autónoma da Madeira contraiu entre 11 a 15 por cento, devido à queda no número de entradas e de dormidas e também nos proveitos totais. Nos primeiros seis meses do ano, registaram-se 518 mil entradas (menos 12 por cento) e 2,7 milhões de dormidas (menos 12,5 por cento). Já os proveitos totais ascenderam a 126 milhões de euros, um recuo de 14 por cento face a igual período do ano passado.

Informação Fugas/Jornal Público

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